19 July, 2007

Uma história para reflectir!!

Diz a lenda que dois amigos caminhavam no deserto...
A certa altura da viagem começaram a discutir e um dos amigos deu uma chapada ao outro.
Angustiado, calou-se e escreveu na areia:
" O meu melhor amigo hoje bateu-me. "
Seguiram caminhando até que chegaram a um oásis onde decidiram tomar banho.
O rapaz que levou a chapada começou a afogar-se e o outro acabou por lhe salvar a vida...
Depois de se recompor, escreveu então, agora numa pedra:
" O meu melhor amigo hoje salvou-me a vida. "
O melhor amigo ao vê-lo escrever na pedra perguntou-lhe:
- Quando estavas angustiado escreveste na areia agora escreves numa pedra?
E este responde-lhe:
- Se alguém nos faz mal escrevemos na areia para que os ventos do perdão façam desaparecer a frase mas quando alguém faz algo de bom para nós, devemos gravar isso em pedra para nunca desaparecer.

Sabedoria Popular

"Não diga tudo quanto sabes
não faças tudo quanto podes
não creias em tudo quanto ouves
não gastes tudo quanto tens
porquequem diz tudo quanto sabe
quem faz tudo quanto pode
quem crê em tudo quanto ouve
quem gasta tudo quanto tem
muitas vezesdiz o que não convém
faz o que não deve
julga o que não vê
gasta o que não pode"--
Provérbio Árabe

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."-- Provérbio Chinês

"Não há melhor negócio que a vida. A gente a obtém a troco de nada."-- Provérbio Judaico

"A palavra é prata, o silêncio é ouro."-- Provérbio Chinês

"O cão não ladra por valentia e sim por medo."-- Provérbio Chinês

"A gente todos os dias arruma os cabelos: por que não o coração?"-- Provérbio Chinês

"A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros."-- Provérbio Chinês

"As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas."-- Provérbio japonês

"Antes de dar comida a um mendigo, dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar."-- Provérbio Chinês.

"Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem "-- Provérbio oriental

"Meu destino depende de mim, não de Deus." -- Ditado Taoísta

"Um homem feliz é como um barco que navega com vento favorável."-- Provérbio chinês

"Pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota."-- Provérbio Japonês

"Não é o que possuímos, mas o que gozamos, que constitui nossa abundância."-- Provérbio árabe"

"Quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe."-- Máxima do jornalismo investigativo

"Um homem está não onde mora, mas onde ama."-- Ditado italiano

"Não vá o sapateiro além dos sapatos."-- Provérbio Romano

"Os ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER"-- Provérbio Popular"

Jamais se desespere em meio as sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda."-- Provérbio Chinês

"Chega-te aos bons, serás um deles, chega-te aos maus, serás pior do que eles." -- Sabedoria Popular"

Longa viagem começa por um passo."-- Provérbio Chinês

"Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca"-- Provérbio popular

"Não há pior inimigo que um falso amigo"-- Provérbio inglês

"Difícil é ganhar um amigo em uma hora; fácil é ofendê-lo em um minuto"-- Provérbio chinês

"Vale mais uma hora de sábio que a vida inteira de tola"-- Adágio popular

"Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa"-- Provérbio chinês

"O grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância"-- Provérbio chinês

"Nunca foi um bom amigo quem por pouco quebrou a amizade"-- Provérbio popular

"Não basta dirigir-se ao rio com a intenção de pescar peixes; é preciso levar também a rede"-- Provérbio chinês

"Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado"-- Provérbio árabe

"Censura teus amigos na intimidade e elogia-os em público"-- Provérbio latino

"A coisa mais difícil para o homem é o conhecimento próprio"-- Provérbio árabe

"Não ergas alto um edifício sem fortes alicerces; se o fizeres viverás com medo" -- Sabedoria persa

"Uma grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos"-- Provérbio popular

"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute"-- Sabedoria oriental

"Quando alguém ferir sua vaidade, não pense que sua honra foi atacada"-- Provérbio persa

Para quem pensa que as verdades se aprendem na escola aqui está o exemplo do contrário...

16 July, 2007

Natalidade II

Envelhecimento não se deve somente ao declive da ocorrência do belo fenómeno que é parir um ser.
Com ele está relacionado também, a certeza de que tudo se transforma, e se há uns anos vivia-mos 55 no máximo, hoje, aquele que beber mais cházinho, já se aguenta até aos cento e poucos anos.
Estamos num mundo que atingiu velocidades de mudança muito elevadas, existe muita variedade, alternativas, muita informação, tecnologias…mas existe também muita vaidade…e por isso demo-nos e damo-nos ao luxo de poder adiar a morte por mais uns secos verões. Aumentou-se a esperança de vida demais …isso “naturalmente” envelhece-nos.
A diminuição da mortalidade infantil é outro importante pilar na dinâmica do envelhecimento de uma população.
Quanto á baixa taxa de fecundidade, quero juntar ás possíveis razões já mencionadas, uma outra. Existe também em muitos casos, a convicção individual que representa o sentimento de, simplesmente, não querer ter filhos. Opções.
Muitos não podem, outros não conseguem, existem os que esperam pelo momento ideal e afinal querem é curtir e outros…
não querem (mesmo tendo todas as condições para).
“Contra” estes últimos não sei se há muito a fazer.
Contra aos idosos pós 95 anos, arranjava-se-lhes um Hitler competente!!! : )
(também é necessário preocuparmo-nos com a questão de sermos pessoas a mais, somos uma superpopulação…que um dia destes passa a praga)
Uma outra ideia que se poderá constituir como uma real possibilidade (na causa da tendência para o envelhecimento), é o fenómeno-hipótese de as mulheres terem alterado a sua cronologia biológica e terem “decidido” para mais tarde, o desejo de ter uma semente.
As mudanças são tantas, as modificações nos valores, nas sociedades, nas culturas, nos papéis e profissões são tão profundas que tornam possíveis, lógicas alterações no ritmo e nas necessidades biológicas humanas.
Um mundo inteiro a mudar… e rápido,
Exige uma cultura humana a adaptar-se…e convém que seja depressa.
O envelhecimento de todos nós como espécie é também o reflexo que um espelho de tamanhas mudanças nos dá…e como tal, é possível que,
tal como se adia a morte, talvez as mulheres e os casais de hoje estejam a adiar, por mais uns bonitos verões, a possibilidade de ter um filho. Veremos!!!

12 July, 2007

Oração

Oração ao Grande Espírito: " Ó Grande Espírito, de que oiço a voz nos ventos e cujo sopro dá vida a todas as coisas, escuta-me... Faz-me sábio, de modo que eu possa compreender o que ensinaste ao meu povo e as lições que guardaste em cada folha e em cada rochedo. Peço-te força e saber, não para ser superior aos meus irmãos, mas para ser capaz de combater o meu maior inimigo, eu próprio."

Excerto retirado do livro: Sabedoria Ameríndia

11 July, 2007

Natalidade

Em 2006 nasceram menos 4100 crianças que no ano anterior de 2005. Não foi à minha pala porque por acaso fui pai no ano passado mas isto faz-me pensar nas razões inerentes para isto acontecer:
O nivel de vida das pessoas tende a baixar de ano para ano, os incentivos à natalidade não são nenhuns, na maioria dos casais trabalham os dois, cada vez há mais contraceptivos, o acesso à informação é cada vez maior e casos brutais como o rapto da Madeleine são passados em toda a comunicação social dia após dia enquanto a noticia venda tal como toda a criminalidade contra crianças, simplesmente o pensamento de hoje do "sou muito novo para ser pai" que eu acho que é o maior entrave à natalidade de hoje em dia. Cada vez mais os jovens de hoje apegam-se aos pais e à segurança do seu lar pelas mais variadas razões tais como as dificuldades económicas, os estudos a acabar ou simplesmente a espera pela pessoa certa, mas e o medo desta gente em constituir familia? Ter dependentes? Ser dependente vá lá mas a independencia traz um desafio muito grande à cabeça de muita gente e não estou a falar da independencia económica porque esse é só um aspecto do termo complexo que é a independencia e o maior aspecto é sem duvida a responsabilidade que todos fogem com o cu à seringa o maximo que podem.
Eu não sou religioso, por isso tambem acho que o sexo apenas para procriar é um dogma estupido que não se enquadra na actualidade em que vivemos, mas também o esperar por dias melhores para satisfazer a vontade biológica da paternidade/maternidade não funciona na maioria dos casos porque esses dias nunca chegam e já diz a sabedoria popular "tudo se cria".
Não sou politico mas, se não se põem a pau, com o fecho das mais diversas maternidades e com os incentivos que o Zapatero propôs há dias de dar 2500€ por cada nascimento, que os numeros nos próximos tempos ainda desçam mais já que prevejo uma acentuada exportação de grávidas... Uma curiosidade é o nosso governo comparar-nos sempre que pode e que comvém aos restantes países da união europeia e nós sermos dos únicos países que simplesmente não tem uma comparticipação directa à natalidade.
Acho que indiquei as razões principais para que este flagelo que afecta directamente a nossa piramide etária, torna a nossa população cada vez mais idosa e traz cada vez mais problemas ao nosso país económicamente e geográficamente.

10 July, 2007

The Great Insight

"Apparently there is a great discovery or insight which our culture is deliberately designed to supress, distort and ignore. That is that Nature is some kind of minded entity. That Nature is not simply the random flight of atoms through electromagnetic fields. Nature is not the empty, despiritualized lumpen matter that we inherit from modern physics. But it is instead a kind of intelligence, a kind of mind."

Tradução:
Aparentemente existe uma grande descoberta ou conhecimento que a nossa cultura é deliberadamente levada a suprimir, distorcer e ignorar. Que a Natureza é uma espécie de entidade propensa. Que a Natureza não é simplesmente o voo aleatório dos átomos pelos campos electromagnéticos. A natureza não é a vazia, aglomeração de matéria sem espirito que nós absorvemos da física moderna. Mas é, em vez disso, uma forma de inteligência, uma forma de mente.

Terence Mckenna

09 July, 2007

...

"E preste atenção
Portas se abrem e aumenta o poder da visão
Isso é o meu compromisso
E se eu fumo ninguém tem nada com isso,
Não, não preciso da sua postura
A minha segurança eu faço na cintura
Um hipócrita vai e os valores não caem
É tanto preconceito que eu não aguento mais
Se você tem amor pelo que tem no peito
D2 mas mantenha o respeito"...

MArcelo D2

05 July, 2007

Cuidado com o que dizem!!!

O nosso amigo José Socrates, Primeiro Ministro de Portugal; até ver cursado em Engenharia Civil ou pelo menos "diz que sim", já que o nome dele não aparece nos registos da U.N.I., concerteza com o curso acabado com favores ou não acabado; teve um caso com o Diogo Infante tendo no seu intimo tendencias Gay mas com a namorada para disfarçar; e segundo um professor de Inglês ligado à D.R.E.N. é um Filho da Puta embora tendo negado que tinha dito o óbvio... e já agora parece que tem mais umas ofensas ganhas em Braga devido a uma manifestação que se deu devido ao fecho de um S.A.P., o que toda a gente sabe que não causa polémica nenhuma e que indiciou a depor, pelo menos para já, quatro dirigentes sindicais que estavam a reinvidicar os direitos de cidadania que não estavam "em trabalho", já que a manifestação não tinha nada a ver com o sindicato.
Segundo a nossa secretária de estado adjunta da saúde só se pode dizer mal de Sócrates em casa ou "na esquina do café" e nunca em publico...
Mas afinal não se pode dizer mal deste CABRÃO, PANELEIRO, MENTIROSO E AO QUE PARECE FILHO DA PUTA?????? A Inquisição já acabou? a PIDE ainda anda aí?
MORTE AOS XIBOS!!!!

desculpem a linguagem mas isto irrita-me solenemente...

03 July, 2007

Universais aspectos humanos..., para além da lágrima, do riso e do xixi!

Religiosidade/espiritualidade
Algumas expressões faciais , gestos , posturas
Critérios de estética
Certos aspectos da atractividade, uso de adornos
Vigilância da parceira
Orgasmo, fenómeno universal e trans-específico ( não só humano)
Casamento
Tendência para reagir ao adultério ( ou suspeita de) com violência ou abandono
Tabú pós-parto.

Chuvas...

Hoje, por incrivel que pareça começou a chover... não me importo muito até porque tenho o carro completamente sujo e a preguiça para lavá-lo é muita. O estranho é que cada vez que se ouve que vai haver uma mudança de temperatura para melhor acontece o contrário ou essa mudança é apenas durante menos tempo do que se previa.
Por ex. deram subida de temperatura para hoje e começou a chover...
Vinha no carro e reparei que se andasse mais devagar a frequencia de chuva que batia no meu pára-brisas diminuia e se acelarasse aumentava... Assim vim eu para o trabalho a acelarar e a andar mais devagar para ver se descobria a pólvora... Quando eramos miúdos tinhamos a mania que se começasse a chover tinhamos de correr para apanhar menos chuva mas será que era verdade? a unica verdade é que andavamos menos tempo à chuva porque se calhar apanhavamos a mesma quantidade de chuva ou mais do que se viessemos a andar. Não sou nenhum fisico, e quem me puder ajudar nesta retórica eu agradeço, mas se corrermos ocupamos mais espaço e logo vamos ao encontro da chuva dentro de um espaço maior do que se andarmos. Ora se o movimento é algo mais ou menos assim: =!»!»!» se corrermos e =!» se andarmos, será que tenho razão? a não ser que simplesmente estarmos menos tempo à chuva renda mais.
As mudanças de tempo hoje em dia são uma constante e o tempo está cada vez mais imprevisivel com casos de cheias catastróficas de um dia para o outro no Brasil, nevão na África do Sul e outros fenómenos que tal mas existem outros fenómenos que eu acho que são importantes como a perda de terreno para os oceanos, fenómeno associado ao degelo do qual já vi imagens em tempo real muito preocupantes.
Só por estes exemplos já acho que a consciência dos nossos governantes devia ser obrigada a prestar atenção sobre estes flagelos mas quem manda acha que o nosso planeta vai durar para sempre, com recusas destes a assinar tratados como o Kioto e outros que tais... É mais rentavel e intimidativo descobrir um antí-misseis ou um laser destrutivo ou qualquer outra melhor arma do mundo do que investir em outras formas de energia para ver se combatem a poluição ou a escassez de matérias primas.......................E VER SE MELHORAM O NOSSO MODO DE VIDA.

27 June, 2007

Two is better than one

A União faz a força. Duas ou mais mentes pensam melhor que somente uma. O povo unido jamais será vencido. A colectividade é a so(u)lução. È sempre positiva a união, juntam-se almas e forças, projectos e sonhos com um objectivo e metas comuns.
Porém, sem querer desfazer, por vezes, tem um aspecto escondido.
Chamam-se Oportunismo social.
Um “já agora” , ou um “já que assim é” social, inerente em todos nós.
Um exemplo claro é o jogo da corda, em que existem duas equipes que puxam a corda para seu lado … com o máximo das suas forças.
Sabe-se, no entanto, que “a força total exercida pelo grupo tende a ser menor do que a força de cada individuo isolado vezes o número de indivíduos”.
Ao que parece quando nos unimos, dilui-se a responsabilidade de cada um.
O peso desta, está agora distribuído por mais pessoas, onde cada uma dá menos de si.
Dói menos estar em grupo mas aconchegamo-nos um pouco mais, fazendo por isso,
um pouco menos!!!
A União já venceu muitas adversidades, que se constituíram como marcos na história do Homem. Muito do que criámos e construímos no Mundo dependeu e vive dela.
Imagino ainda assim, um utópico Mundo, no qual, em todas as situações,
cada um dá o mesmo em grupo, do que aquilo que realmente consegue quando está só...

…onde será que iríamos Nós?...
Tenderíamos mais para a pré-história, ainda a descobrir o fogo,
ou já antes, construiríamos mundos onde todos têm Pão e Voz.

Vencedores e Derrotados

Quando um vencedor comete um erro, assume dizendo "enganei-me" e aprende a lição.
Quando um derrotado comete um erro, diz "a culpa não foi minha" e responsabiliza terceiros.

Um vencedor sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.
Um derrotado sente-se vitima perante uma adversidade.

Um vencedor sabe que o resultado das coisas depende apenas de si.
Um derrotado acha-se perseguido pelo azar.

Um vencedor enfrenta os desafios um a um.
Um derrotado contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.

Um vencedor compromete-se, dá a sua palavra e cumpre.
Um derrotado faz promessas, não cumpre e quando falha só se sabe justificar.

Um vencedor diz: "sou bom mas ainda posso e vou ser melhor"
Um derrotado diz: "não sou assim tão mau, há bem piores que eu"

Um vencedor ouve, compreende e responde.
Um derrotado não espera a sua vez de falar.

Um vencedor respeita os que sabem mais e tenta aprender algo com eles.
Um derrotado resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nas suas falhas e nos seus defeitos para os confrontar.

Um vencedor diz: "deve haver uma melhor maneira de o fazer"
Um derrotado diz: "sempre fizemos assim, não há outra maneira"

Cabe-vos a voçês escolherem quem querem ser... É nas atitudes do dia a dia que se definem os vencedores e derrotados.

26 June, 2007

Afinal podemos?

Ontem vi a nova publicidade da Vodafone que está muito fixe realmente, mas deixou-me indignado... É que segundo esta nova publicidade o download de filmes é agora mais rápido. Mas o download de filmes não é ilegal??? ou afinal podemos???
Se passarmos pelo Bairro Alto ou noutros pontos da cidade de Lisboa encontramos lojas especializadas em vender todo o tipo de produtos para o consumo de cannabis ou derivados, tais como mortalhas, cachimbos, bongos (cachimbo de água), etc. Em Aveiro abriu uma loja (smart shop) chamada Cogumelo mágico. A liberalização já aconteceu??? Afinal podemos???
Não há um computador que hoje em dia não venha já, pelo menos, com um gravador de DVD para podermos gravar tudo e mais alguma coisa... Mas isso não é pirataria??? Afinal podemos???
Como estas situações, de certeza, que se encontram muitas mais que agora não me vêm à memória mas pessoalmente acho engraçado que se possa adquirir todas as ferramentas necessárias para depois proibir a sua finalidade... Será demagogia ou afinal podemos???

22 June, 2007

Hoje vi três barcos

hoje vi três barcos na baía do Seixal,

todos eles pequenos como mandam os antepassados.

aquela luz não me enganou... e logo ali, num instante , descobri mais um

um barco cintilante e que me atraiu e arrastou...

de longe eu sabia que era o meu,

de longe que eu sabia que era o bombear das teclas daquela tasca desafinada...

mas aquele barco não me soava nada mal....abracei-o e afundei-me com a suas mágoas

... e o barco não me soou nada mal,

para um barco no Seixal, não esteve nada mal…

(ZT)






obrigado pelo convite! até já!

Sede de Cifrão

Uma vez perguntaram a Confúcio:

"O que o surpreende mais na humanidade?"

Confúcio respondeu:

"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro
e depois perdem o dinheiro para a recuperar.
Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido...

20 June, 2007

A descarga da musica...

Até hoje já ouvi ou li milhões de definições sobre o termo musica. Por mais ciclica que se apresente, recicladora até mais não, inovadora ou misturada nas mais diferentes, complexas ou simples, influências de estilos musicais, a musica não toca a todos da mesma forma. Quantas vezes já ouvimos alguém dizer que não gosta desta ou daquela musica, que a outra é só barulho, que esta é que é, que esta outra é boa mas aquela é de mais. Comparações infinitas. Tudo para definir um termo que para mim é indescritivel e indefinivel, a musica. Podem vir os criticos, os agentes, os relações publicas, produtores, presidentes das record labels e até os próprios musicos, nunca irão conseguir definir a musica de uma forma universal, apenas exprimir uma opinião sobre ela.
Há até quem afirme que não gosta de musica, inimaginável na minha cabeça. Eu penso que estas pessoas apenas ainda não ouviram a musica que lhes toca...
O que leva as pessoas a ouvir musica?
Será as suas alegrias, infelicidades, frustrações, raivas ou nervos acumulados?
Eu acho que é a descarga da musica que na minha opinião tem duas vertentes:
1. O que a musica vai buscar ao individuo.
todo o conjunto de emoções sejam elas boas ou más que a musica desperta no individuo que o faz ter comportamentos como o dançar, saltar, vaiar, usar drogas para aguentar mais tempo ou para ouvir a musica de uma outra forma, emitir opiniões sobre o que ouve etc.
2. O que o individuo vai buscar á musica.
todo o conjunto de emoções, situações e estados de espirito que levam o individuo a ouvir musica, sejam provenientes da convivência com outros individuos ou das peripécias da vida do próprio, ou apenas pela ausência das mesmas emoções tentando chegar ao expoente maximo budista de paz de espirito.
Existem mil e uma maneiras de ouvir musica e mil e um estilos de musica para ouvir. Nem sempre nos apetece ouvir a mesma musica nem ouvir sempre o mesmo estilo. Às vezes apetece-nos dançar, outras vezes apenas viajar, umas vezes apetece-nos esquecer outras relembrar e é engraçado porque se reparamos bem temos uma musica associada a todas estas situações.
Será que a nossa selecção musical é a nossa banda sonora?...

19 June, 2007

- Sei lá!!!

Tabuada do 1

Eu sei ser
Tu sabes ser
Ele sabe ser
Nós sabemos ser
Vós sabeis ser
Eles sabem ser.
Porém é liberdade, conseguir perceber
Que todos, temos muuuuuito que aprender!
O quê?
………A ser.




"Aprender a ser-sendo(...)Um buscar a si mesmo no pensar o ser que é e o não-ser que não é.
Dante Augusto Galeffi


Democracia

Para que servem os partidos???
Se um individuo está recenciado em idade para votar que escolhas tem à sua disposição?
Sempre as mesmas caras, as mesmas frases eleitorais, campanhas após campanhas e no fim será que escolhemos as pessoas que nos representam?
Tenho a certeza que não, que escolhemos os nossos representantes não pela obra feita mas por serem um mal menor quando comparados com outros. Quem diz que esses canditados são as pessoas certas para o lugar são os partidos politicos mas são certas para quem? para o chamado senso comum ou para eles próprios que os nomeiam?
Eu não acredito nos partidos politicos e, embora sabendo que são a base da democracia e do estado de direito, abomino o controlo de ideias que exercem sobre os seus militantes. Obviamente que temos que abdicar de algumas exigências ou ideias a favor da unidade ou da maioria, mas serem castigados das mais diversas formas e muitas vezes exonerados dos próprios partidos por terem ideias divergentes é uma completa demagogia num estado de direito com liberdade de expressão como se auto-intilulam as sociedades modernas da actualidade.
A titulo de curiosidade gostava de enumerar alguns exemplos que simplesmente acho um ultraje:
1. O deputado do queijo Limiano, Daniel Campelo (CDS/PP), foi exonerado por ter dado o voto que faltava ao executivo de António Guterres (PS) para aprovar o orçamento de estado porque tinha a convicção que a alteração de algumas alineas ao documento simplesmente iriam ajudar o seu concelho a prosperar. É agora autarca independente na camara de Ponte de Lima.
2. Toda a ala ortodoxa do PCP sofreu mazelas por evidenciar que o próprio partido precisava de uma revolução ao qual todos os dirigentes se opuseram e o resultado foi a exoneração de dois dos mais carismáticos militantes do partido.
3. Todos os autarcas que estão hoje no banco dos réus são candidatos independentes eleitos pelo povo já depois de serem indiciados, querendo isto dizer que se calhar não são tão maus quanto os próprios partidos os querem mostrar, porque quem supostamente devia mandar, ou seja, o povo quer estas pessoas no poder.
Não quero, por estes exemplos, dizer que estes individuos é que são os herois e nunca puxaram a brasa à sua sardinha mas dentro da democracia há e sempre haverá vozes discordantes em matérias polémicas como o aborto, a legalização das drogas, a regionalização entre outras, mas acho que o que está em causa é como estas vozes são tratadas só porque são discordantes do fio condutor que o partido a que pertecem delineou.
O que eu tento demonstrar aqui é que com os partidos políticos organizados como estão, não passamos da "cepa torta", e temos a nossa democracia, tão eloquentemente enaltecida pelos mesmos, por isso ameaçada.

Os versos da Morte

"A morte liberta o escravo,
A morte submete o rei e o papa,
E paga a cada um o seu salário,
Devolve ao pobre o que ele perde
E toma ao rico o que ele abocanha."

Hélinand de Froidmont

17 June, 2007

La preguiça

"Preguiçemos em tudo, excepto no amar e no beber, excepto no preguiçar."

Lessig

09 June, 2007

Lágrimas diferentes, Lágrimas iguais

Lágrima de Preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterlizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Madei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

James W.

"Drunkenness is the great exciter of the Yes function in Man"

William James

08 June, 2007

Quem veio primeiro, a galinha ou o ovo (estrelado)?


Cantamos porque estamos contentes ou estamos contentes porque cantamos?

03 June, 2007

Uma curiosidade da vida

Tudo o que vive, é por si só algo de muito complexo.
Aquilo que existe e o próprio existir é um cenário criado por alguém que revelou ser muito, muito, muito… criativo.
Apesar do mundo muitas das vezes parecer andar ás avessas e assumirmos determinados comportamentos que contribuem mais para a involução do que para a evolução, sinto que todos sentimos, em determinados momentos, que a vida e que tudo o que a compõe, tem uma magia de encanto infinito, impensável de ser sugerida e engendrada por um bímano de geração humana.
A complexidade desta vida que vivemos é absurdamente bela e acredito que por mais evoluídos que sejamos, ser-nos-á eternamente impossível de conhecer o funcionamento do cosmo como um todo. Apesar da nossa inata sede de conhecimento e de sermos animais que aprendem durante uma vida inteira, muitas das verdades ultimas não estarão decerto ao nosso alcance.
Passado este aparte quero apresentar uma das muitas características e curiosidades que esta vida encerra.
È, na minha modesta opinião, o maior paradoxo que o “viver” tem.
Do que quero falar é do…
Oxigénio.
É um dos elementos químicos mais essenciais à vida terrestre, fazendo parte da composição da água (H2O) que todos precisamos quando nos dá a sede e do próprio ar que respiramos.
É um elemento da vida…. Que a cria e a perpetua.
Porém, e a prova de que esta vida é complexa demais e muitas vezes contraditória quanto aos seus princípios mais fundamentais, é a realidade, de que, o tal elemento que nos dá vida, também a retira. O que quero dizer, e aqui reside a curiosidade que queria deixar no “ar”, é simplesmente, que o oxigénio que nos possibilita os momentos de vida, é o mesmo que ao longo dos anos, devagarinho, nos vai tirando os anos que ainda temos da mesma. O oxigénio, elemento tão vital, acaba por ser (em ultima análise) um elemento mortal.
É tão necessário á vida, desde que somos fetos, e ao mesmo tempo contribui para nos aproximarmos da morte (dado que é um dos responsáveis pela morte das nossas células…aquele processo que globalmente chamamos de envelhecer).
A ser assim, e à luz do que sei, penso que esta curiosidade se constitui, na minha opinião, no maior dos paradoxos da vida.
Um paradoxo que acho fascinante e que é mais palpável e universal que a tão "filosofada" _condição humana_( aquela a que tantos poetas e filósofos se entregaram).
Mais universal porque é algo que não atinge só o humano, mas sim tudo o que existe e tudo o que vive.
O oxigénio enferruja certos materiais;
oxida a maçã (quando esta já não tem o que lhe protege do oxigénio _ a casca) e faz envelhecer paisagens, animais, plantas e pessoas.

…Respiramos porque vivemos e para vivermos, e ao respirar também morremos…

"O oxigénio constitui tanto um benefício quanto uma ameaça aos organismos vivos e aqueles que se capacitaram a usufruir seus benefícios tiveram, por necessidade, de desenvolver uma série de defesas contra os seus perigos"
(I. Fridovich, 1977).

30 May, 2007

Para Quê 2...

Se um homem olha para trás de si e tenta aprender com os seus erros porque é que a história é ciclica? Podia passar aqui uma eternidade a escrever os exemplos mais descabidos e verdadeiros mas gostava de ir mais além... A vida leva-nos a cometer erros e sejam eles quais forem servem para adicionar experiência de vida à nossa vivência, ao nosso dia-a-dia, mas porque é que não é um dado adquirido? seremos assim tão casmurros? Eu penso que será um sentimento que provem da nossa infancia e dou como exemplo: "o pai/mãe a tentar ensinar o filho(a) para não mexer aqui ou ali", se a criança não tentar fazê-lo nunca vai aprender que não deve mexer. A humanidade rege-se por esta regra e assim será até ao fim dos tempos visto que podemos aprender com a história de um ou de outro, de uma cidade ou nação, mas se não passarmos pela mesma situação nós próprios não sabemos se acabamos por cometer os mesmos erros... que muito provalmente é isso que acontece ou irá acontecer. Pode até ser porque nos achamos superiores ou inferiores e que conosco não acontece o mesmo que aconteceu ao outro mas eu tenho a certeza que é porque nunca fomos submetidoas a tal situação.

Nests

25 May, 2007

...

Não sei de quem recordo do meu passado
Que outrem fui quando o fui, nem me conheço como sentindo com minha alma aquela alma qua a sentir lembro.
Do dia a outro nos desamparamos.
Nada de verdadeiro a nós nos une -
Somos quem somos, e quem fomos foi coisa vista por dentro.


F. Pessoa

Mind Issues I

Um simples exercício a um dos orgãos mais complexos que temos, aquele que permite o mundo ver,
poderá enriquecer a nossa capacidade de raciocínio em 10%.
Exercitar o olho, deixando-o fluir em direcções diversas, durante 30 segundos diários, parece que aumenta a comunicação entre os dois hemisférios do nosso orgão pensante.

Permitir aos olhos uma dança por dia, para além de fazer bem aos próprios (porque dançam) , convida ao mesmo tempo a uma aproximação dos dois rostos cerebrais que são funcionalmente distantes.
Dançamos os olhos e o cérebro aconchega-se...


Experimentamos?

22 May, 2007

Mind Issues 0&0

A Mente mente.
Se todos nós sem excepção,
mentimos um pouco a toda a gente
porque não mentir à nossa própria mente.

...Pode ser útil...

12 May, 2007

Criatividade e Imaginação

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No castelo do Barba Azul

George Steiner escreve este ensaio “No Castelo do Barba Azul”, em 1971, com o intuito de caracterizar a cultura contemporânea (Europeia), apresentando-nos aforismos necessários para uma (re) definição da mesma.
O autor sugere-nos um título, que lembra um conto tradicional, com o mesmo nome, que tratava de um senhor com mau íntimo, de barba azul, que guardava um segredo obscuro no quarto do seu castelo. Mantinha escondidos os corpos das mulheres com quem casara e que sucessivamente assassinara. A porta proibida do seu quarto escondia: “um inferno”.
Steiner, por sua vez, abre portas do nosso castelo da cultura. Uma porta sobre o grande “Tédio”; sobre uma “Temporada no Inferno”; sobre “Pós-Cultura” e sobre o “Amanhã”, constituem respectivamente os nomes dos 4 capítulos que compõem este ensaio, que nos ajuda a entender melhor a noção de cultura, sua evolução, antecedentes e consequências para a mesma, de determinados acontecimentos trágicos e bárbaros praticados por bímanos de geração humana (passíveis, infelizmente, de serem comparados com os actos praticados por “vilões” de certas lendas, como o Barba Azul).
A nossa cultura é uma Pós – cultura que vive um sentimento de desorientação, e que em certos momentos perde a sua sensibilidade moral, apostando na violência e destruição mútua. Nas palavras de Steiner percebemos que o frio sentido hoje, é devido a um período de longa paz, no passado, o celebre verão sem nuvens de 1815-1915. Este longo período é focado como sendo a origem nas nossas actuais dificuldades e de uma inumanidade que nos obriga a redefinir a cultura de agora que nos reveste e que a todos pertence. Apesar da grande confiança sentida nessa época e da sua aparente vitalidade ilustrada através de algumas obras (como o Elogio de Macauly sobre a ciência e o progresso; Fausto ; ou através de correntes de pensamento como positivismo, o historicismo hegeliano e o cientismo de Claude Bernard), esta geração começa por cair na real, acabando por perceber o seu verdadeiro vazio.
Todo o ritmo fantástico de 1789-1815, das guerras napoleónicas e da revolução francesa introduziram grandes transformações e profundas alterações na qualidade da esperança Europeia, no tom das relações sexuais e na aceleração do tempo vivido. O que aconteceu é que da agitação, rebelião, vitalidade dum período passamos a um outro bem mais calmo (a vitalidade insensata da era Napoleão Vs o colapso destas esperanças revolucionárias). Um período intensamente vivido termina e dá a vez a um vazio, a uma era de frustração, a uma espécie de desmotivação…experimenta-se o Tédio. Este é o motivo que Steiner foca e que dá, como já afirmei anteriormente, o nome ao 1º capítulo: “L´énnui” (“uma inacção que se prolonga”, “letargia febril”, um cansaço desanimado, ou como Fernando Pessoa diria, uma “Vontade de nada”).
É portanto, por volta de 1830, que o tédio se começa a sentir, e certas obras literárias que se escreveram na altura – como “La confession d´un enfant” - exemplificam, ou melhor, registam os começos desse tédio.
Steiner chama-nos ainda a atenção para uma mistura efervescente que este período assistiu. Esta mistura reúne, o dinamismo tecnológico e económico ( o crescimento enorme da industria e economia e a produção em massa que levam á desumanização dos trabalhadores e que se encontra associada à alienação), um século de civilização burguesa e liberal e ainda a imobilidade social que se vivia. É esta mistura somada à inércia e tédio em que se viveram estes 100 anos de paz, que se constitui a conjectura, para se começar a engendrar a partir de 1900, uma “nostalgia do desastre”, um “desejo de sangue” e de destruição que discorre da frustração então presente (os romances de Flaubert são prova disso mesmo). A corrida ao armamento e o crescente nacionalismo europeu foram, segundo Steiner, apenas, sinais exteriores desse geral mal-estar.
“ O tédio alimentava fantasias sobre catástrofes próximas”. E assim aconteceu. A belle epoque encontrou um estado de decomposição e terminou basicamente com o início da I Guerra Mundial. Foi o término do longo trajecto de 100 anos, que o homem percorreu no jardim da paz.
Steiner , neste ensaio, dá-nos de facto, pistas para melhor compreendermos o mundo em que vivemos, e acredita que foi o longo verão de paz e o tédio daí consequente, o responsável pela barbárie que se assiste de seguida. Ao que parece a violência foi a fórmula para terminar com o entediante existir. É por esta constatação e numa tentativa de esclarecer este paradoxo, que o autor no final do capítulo mergulha numa perspectiva psicanalítica, sugerindo que uma civilização quando se torna mais complexa “desenvolve tensões implosivas e movimentos de autodestruição”. Em “o mal-estar da civilização” Freud diz-nos, que existe “uma inata inclinação humana para ruindade, a agressividade, destrutibilidade e também crueldade” que inevitavelmente dificulta o nosso relacionamentos interpessoais, isto é, o nosso existir com os outros.
O conhecido psicólogo, ilustra-nos na sua obra, como os costumes civilizados impõem tensões ás pulsões primárias do homem, e como existe no homem “um instinto de morte ou destruição”.
Talvez seja esta a verdadeira condição humana. Acontecimentos bárbaros, guerras, mares de sangue, tortura e sofrimento atroz infligidos ao nosso semelhante no passado, poderão ser a prova inequívoca disso mesmo… que para além de sermos corpo e alma, encerramos no nosso ser, não só Amor como também, inevitavelmente, o ódio, a violência e o mal, uma condição biológica que já nos conduziu à “prazerosa” e instintiva destruição de nós mesmos e que provavelmente continuará a fazê-lo.
Será isto uma possibilidade?...

Para quê ??

É importante escrevermos História? Será a história importante para o nosso desenvolvimento civilizacional? Pensarmos e documentar o nosso passado serve para algum objectivo comum? Muitos dirão que é inutil e até perda de tempo e dinheiro.
Outros porém dirão o contrário, que é essencial sabermos quem fomos, como descobrimos certas verdades, como fomos evoluído e desenvolvendo valores diferentes no tempo. Como nos desenvolvemos antes do agora que vivemos. Saber do nosso passado e ter consciência do mesmo ajuda-nos a perspectivar o presente e o que vem. Para além disso sabe-se que os processos vitais, os momentos e a vida, são cíclicos.
Também a história que conta e narra (para mais tarde recordar) esses momentos, deverá ter um carácter cíclico.
Muitos dos profetas que conhecemos eram acima de tudo bons historiadores. Tendo o conhecimento ou a intuição de que a história se repetia, que os ciclos de vida chegavam a um fim antes de iniciar um princípio ou vice-versa, estes profetas foram “capazes” de antever alguns acontecimentos não por factores de clarividência pessoal mas antes por terem um sentido de história apurado, usando alguns dados de acontecimentos marcantes no passado para colocar a hipótese de que estes se repetiriam num futuro tempo. E aconteceram.
A história é cíclica.
Aí reside a sua grande importância. É um instrumento, um corpo de ideias que está ao nosso alcance para nos ajudar a preparar o dia que vem. È um pouco como a meteorologia que agora dispõem de técnicas e meios que permitem antever catástrofes naturais com dias de antecedência, dando tempo para as pessoas se porem a milhas. Previne-se Mortes.
Pessoa, instituição, entidade, pratos de culinária, países, coisas, mobílias, roupas, drogas, especiarias, cidades e vidas com a sua história são mais dignas, mais interessantes de conhecer, mais completas no seu ser, na sua missão…Parece que a história dá o arcaboiço para sobreviverem sem se apagarem com o ruído da existência. A nossa história a um nível geral, pelo menos parte dela, tem de pertencer e corresponder em parte ao inconsciente comum, todos conhecemos certos momentos do passado, é algo que não sendo tabu, fala-se sobre, representa-se, documenta-se …faz-se história sobre esse acontecimento, é algo que já os nossos pais sabiam, agora sabemos nós, e outros do genéro que iremos conhecer ao longo da ida vão ser descobertos pelos nossos filhos.
A história aproxima-nos...
Para além da história factual mais geral, comum, horizonte do quadro que desenhamos para tentar representar a realidade, existe um outro carácter da história. Refiro-me ao histórico de cada um, a sua mitologia individual, as imagens que reteve, o que viu, o que aprendeu, o que lhe fez chorar, ou rir, as pessoas de quem mais gostou, as sensações de ser puto, depois as de crescer…por ai fora.
Tudo parte integrante ou melhor que conta a nossa história íntima. Este carácter da história é igualmente muito importante…evoluímos mais se tivermos uma história própria, constituída por momentos tão únicos e irrepetíveis, quanto a especificidade dos órgãos de sensações dos universos ilhas que somos. Cada um sente à sua maneira e representa o mundo da única maneira que sabe fazer.O que torna o mundo, para além da sua magia e gigante infinitude física, num multi-mundo de milhões de biliares de histórias pessoais.
A história escreve-nos…

Vaidade

..."Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual.
F. Pessoa

Abre-se mais uma porta...

Abre-se a porta e Caí-se sobre uma estrela...
A estrela polar.
Sugeriu um caminho, largo e comprido sujo e desnivelado mas, que indicava o puro luar.
Sente-se pois a beleza, por poder contemplar a infalível certeza, de que o "agora" momento é mais real que o passado ou futuro tempo.
Dualidades.
É um novo entre os infinitos blogs que já existem...
Experiências, factos, o real.
Imaginário, sonhos, música, a espiritualidade.
Filosofia, poesia, opniões e aquilo que viaja na alma no momento da escrita....... vai dar forma à consciência deste blog.
Bem-vindo Amigos.